A Física e a exploração de novos mundos

A Física e a exploração de novos mundos

As Grandes Navegações, também conhecidas como Expansão Marítima,  foram o processo de exploração e navegação do Oceano Atlântico que se iniciou no século XV e estendeu-se até o século XVI. Nesse período, os europeus descobriram novos caminhos marítimos para alcançar a Ásia e, além disso, chegaram  pela primeira vez a terras até então desconhecidas por eles, como o Continente Americano, local em que aportaram no ano de 1492.

O pioneirismo português conseguiu se destacar, e foi a partir do exemplo dado por Portugal que outros países da Europa, como Espanha e França, lançaram-se à navegação e exploração do Oceano Atlântico. O vanguardismo lusitano foi resultado de uma série de condições que permitiram a esse pequeno país da Península Ibérica lançar-se nessa empreitada.

Na época, Portugal reunia condições políticas, econômicas, comerciais e geográficas que tornaram possível seu papel pioneiro, e o resultado disso foi a “descoberta” de diversos locais desconhecidos pelos europeus, além da abertura de novas rotas e do surgimento de possibilidades de comércio. Para os portugueses, todo esse processo culminou na chegada da expedição de Pedro Álvares Cabral ao Brasil em 1500.

Para que a exploração tivesse êxito, vários instrumentos foram criados para auxiliar esses navegadores. Os artefatos criados possuíam princípios físicos que explicavam o seu funcionamento, um deles é o astrolábio, que fornecia a latitude ao medir a altura do Sol ao meio dia. De posse desse dado, procurava-se o valor de declinação solar correspondente ao dia do ano, existente nos Regimentos do Astrolábio, e lançavam-se os dados nas fórmulas para determinar o ponto em que se encontrava. O astrolábio náutico foi usado pelos navegadores de todo o mundo. 

As disciplinas de Física e História trabalharam os aspectos principais das grandes navegações, juntamente com as características de propagação da Luz como uma onda eletromagnética, elemento indispensável para o funcionamento dos instrumentos óticos que permitiram o descobrimento de “novos mundos”. 

Mais que formação, é transformação!

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