“As línguas humanas, enquanto vivas, se transformam o tempo inteiro, se não se alteram, é porque estão mortas.”

“As línguas humanas, enquanto vivas, se transformam o tempo inteiro, se não se alteram, é porque estão mortas.”

E não é que a quarentena nos abre também oportunidades que, talvez, não seriam possíveis em um ano letivo típico?! Os alunos do 6o ano de nossa escola, por meio de um convite feito pela professora Fernanda Jardim, de língua portuguesa, tiveram o privilégio de ter aula com a Pós-doutora Izete Lehmkuhl Coelho, professora do curso de Letras-Português da UFSC, do Centro de Comunicação e Expressão – CCE, já que estamos todos on-line, em aulas síncronas e assíncronas. 

E como isso foi possível? Nosso material do COC traz reflexões extremamente atuais e relevantes sobre questões linguísticas, questões que devem ser compartilhadas desde o Ensino Fundamental: as línguas humanas, enquanto vivas, se transformam o tempo inteiro, se não se alteram, é porque estão mortas. E isso não é nenhuma novidade. Nossa língua, o português, é uma língua neolatina, que tem como língua-mãe o português de Portugal. De lá pra cá, muita coisa aconteceu. Inúmeras variações e mudanças em tempo real que têm ocorrido hoje em nossa escrita e fala já aconteciam no latim. Na verdade, ocorreram sempre e ocorrem em todas as línguas, quer queiramos ou não. Nossos queridos alunos trouxeram vários exemplos de palavras que sofrem variação – lagarto/largato, trevesseiro/trabisseiro, listado/listrado, escrevido/escrito – e descobriram que, em alguns casos, as duas são aceitas pela norma padrão, ou seja, já estão dicionarizadas, e outras não, inclusive que outras já foram aceitas e não são mais – como é o caso de abrido: pura verdade! Na gramática de Barboza, de 1822, podemos conhecer a História de nossa língua! Em resumo: foram aulas especiais e dedicadas a reflexões, construção de conhecimento e argumentações em via dupla: professoras e estudantes. É o Guroo afinando ainda mais os laços entre a escola e a universidade.  

Mais que formação, é transformação!

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