As máscaras da COMMÉDIA DELL’ARTE

As máscaras da COMMÉDIA DELL’ARTE

A Commédia Dell’Arte eram grupos de atores itinerantes que montavam um palco ao ar livre e proviam o divertimento através de malabarismos, acrobacias e, mais tipicamente, peças de humor improvisadas, baseadas num repertório de personagens preestabelecidos e num roteiro descritivo das cenas (canovaccio). Essas trupes ocasionalmente atuavam na parte de trás de suas carroças de viagem, embora fosse mais comum a utilização do carro de Téspis, um teatro móvel de antigamente.
Os personagens eram interpretados por atores usando máscaras, embora os innamorati (ou enamorados) não as usassem.
As representações tinham lugar em palcos temporários, na maior parte das vezes nas ruas e praças das cidades e, ocasionalmente, na corte. A precariedade dos meios de transporte e vias e as consequentes dificuldades de locomoção, determinavam a simplicidade e minimalismo dos adereços e cenários. Muitas vezes, estes últimos resumiam-se a uma enorme tela pintada com a perspectiva de uma rua, de uma casa ou de um palácio. O actor surge assim como o elemento mais importante neste tipo de peças. Sem grandes recursos materiais, eles tornaram-se grandes intérpretes, levando a teatralidade ao seu expoente mais elevado.

As companhias itinerantes levaram as suas peças a todas as grandes cidades da Europa renascentista, deixando a sua marca na França, Espanha, Inglaterra, entre outros. Mais tarde, dramaturgos como Ben Jonson, Molière, Marivaux e Gozzi vão inspirar-se nas personagens estereotipadas da commedia dell’arte para escreverem as suas peças.
Os alunos dos 7ºs Anos, nas aulas de Artes, foram estimulados a desenhar e pintar uma Máscara baseando-se nas da Commédia dell’arte. O resultado foi surpreendente, pois a atividade foi muito bem executada pelos alunos.

Mais que formação, é transformação!

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