Como aprendemos

Como aprendemos

Como você aprende? Para você, quais os caminhos em que o conhecimento faz  sentido e leva você a aprender? Quais foram suas maiores frustrações quando estudou em uma sala de aula? Você acredita que existam outras formas de aprender dentro de um ambiente escolar curricular?

Muitas pessoas acreditam que escrever é o melhor caminho para se aprender algo. No entanto, traçar com lápis no papel textos copiados dos quadros, esquemas feitos pelos professores e reproduzidos pelos alunos, muitas vezes, podem ser anotações vistas apenas no momento em que são registradas e nunca mais serão visitadas no decorrer da vida escolar. 

Será possível modificar esse pensamento? É a tecnologia o melhor caminho para a questão do aprendizado de nossos alunos cada vez mais estimulados por redes sociais e incitados a consumir conteúdos rápidos e com pouca profundidade?

O professor de História, Guilherme Braunsperger de Lima Vieira “Big”, acredita que a mudança está em entender como cada um dos indivíduos aprende e a maneira que se dá a relação com o conhecimento daquilo que está sendo apresentado. E é com esse pensamento que ele, em suas aulas, utiliza recursos como slides, músicas, filmes, além de também fazer indicação de podcasts. Mas não para por aí; sua sensibilidade vai além do que pode ser percebido em uma sala de aula.  

Em um encontro com a turma do Segundo Ano do Ensino Médio, ele caminhava pela sala, ao mesmo tempo em que explicava o conteúdo, e percebeu que um aluno parecia não prestar atenção no que falava; o rapaz estava de cabeça baixa e rabiscava o caderno. Ao se aproximar, o professor notou que ele não anotava o que era falado, tampouco o conteúdo dos slides; não tinha seu celular sobre a mesa acompanhando o que havia sido postado no ClassRoom, mas estava fazendo desenhos sobre o assunto abordado em formato de mapa mental bem-humorado. Ao ser questionado sobre o que fazia, o aluno, tímido e sem jeito, respondeu que assim consegue lembrar na hora das avaliações, pois seus personagens têm sentido.

A partir desse momento, as aulas da turma tomaram um novo formato. Antes de começar um conteúdo, o professor faz um resumo geral de toda a matéria, e assim o aluno Pedro Wolf consegue organizar a “timeline” de sua história ao fazer uma organização diferente daquela dos demais colegas, já que utiliza sua própria linguagem nas tirinhas com os personagens históricos, elementos de seu meio comum.

As imagens nesta News são referentes ao trabalho deste aluno ao longo de variados conteúdos de História. 

Confira AQUI as anotações de Pedro Wolf.

 

Mais que formação, é transformação!

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