Enxergando o globo

Enxergando o globo

Estudar a linguagem cartográfica desde os primeiros anos escolares possibilita à criança desenvolver a percepção do seu espaço de vivência para mais tarde ter capacidade de aplicar o conhecimento em seu cotidiano e entender as possibilidades e complexidades do espaço. Segundo Castrogiovanni (2000), trabalhar a cartografia exige que professores criem condições, ritmos e estratégias favoráveis à aprendizagem cartográfica e ampliem a compreensão de conceitos mais complexos a partir dos seus conhecimentos prévios. 

Um dos principais desafios da alfabetização cartográfica nos Primeiros Anos do Fundamental II é compreender a transcrição de um mundo 3D – o nosso Planeta – em uma imagem em 2D, o planisfério. A estratégia escolhida foi a produção de maquetes planetárias construídas coletivamente. Assim, os alunos usaram as habilidades e os sentidos para colocar em suas criações as coordenadas geográficas. 

Mais íntimos de como o sistema de coordenadas funciona e de como é possível localizar um ponto da superfície terrestre, unimos a teoria com a brincadeira e jogamos divertidas partidas de batalha naval a fim de dar sentido prático aos conteúdos, ajudar a consolidar o conhecimento e evitar que os aprendizes recorram à “decoreba”. Aprendemos também a ler mapas topográficos, traduzimos as curvas de nível nos morros que estão representados na paisagem, e o corte transversal das maquetes de massinha transformou-se em perfis topográficos, indo além dos recursos clássicos dos gráficos. A alfabetização cartográfica sempre convida os professores de Geografia a usarem a criatividade para transformar um conteúdo elaborado, teórico e matemático em uma atividade lúdica que promova o domínio sobre um conhecimento útil no cotidiano.

Mais que formação, é transformação!

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