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Moriel Costa no GUROO

Moriel Costa no GUROO

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Caía a tarde feito um viaduto? Cardinales bonitas? E esse tal Alain Delon da “Balada do louco”? Geração Coca-cola? Como assim “Pra não dizer que não falei de flores”? É “Cálice” ou “Cale-se”? Existe música para pura diversão, consumida rapidamente, pois sua validade é curta. Sucesso de um disco só, quase um sonho noite de verão. Há canção que atravessa décadas com versos – às vezes só eles são suficientes – que nos servem como arma de combate. Combate contra a dor, contra uma paixão mal resolvida, contra uma classe ou contra todos e contra ninguém.

Depois de uma pequena conversa durante as aulas de literatura sobre o contexto social dos anos 60, 70, 80, 90, 2000 até os dias de hoje, os alunos foram pesquisar, ler, ouvir, cantar, interpretar – alguns até dançaram – músicas que representassem os jovens dessas diferentes épocas do nosso Brasil brasileiro, mulato inzoneiro para cantá-las nos mais variados versos e entender o poder dessas duas artes: Melodia e Poema, afinal de contas diversão é solução, sim.

IMG_5092Interpretação de mundo com base nas letras escolhidas pelos educandos dos Primeiros A e B do Ensino Médio foi o desafio deste pequeno e muito musical projeto. Arte é trabalho, informação e debate. Poder equilibrar razão e emoção para que essa metamorfose ambulante caminhasse com cabelo ao vento, gente jovem reunida, passando pelo negro gato e pelo carcará lá no sertão, deu o início de tudo para que o caldo de peixe com música ficasse saboroso ao som do nosso querido Moriel Costa, o Muruca do Dazaranha.

O compositor Manezinho da Ilha apareceu no último momento para interpretar com a galera versos das músicas do Daza. Letras que trazem mensagens de amor, inclusão social, respeito à cultura da Ilha e ao nosso modo de falar são os principais motes de suas canções. Aí, mô quiridu, o projeto deu um banho.

Muruca explicou a homenagem ao amigo que inventou de ir pro céu só pra se dar com estrelas, confessou que se sente muito bem em uma das nossas praias através do verso eu me peso na balança da praia do Moçambique, deu até uma dica sobre o que responder quando alguém pergunta ô, mané, qual é teu nome? e, claro, a origem de um dos maiores sucesso “Vagabundo Confesso”. “Mas Paul Mccartney arranhou o céu, né?” e cantarolou Yesterday, dos guris de Liverpool durante um dos momentos que dava dicas do que ouvir.

Fernando Pessoa disse certa vez que a literatura, como toda arte, é uma confissão de que a vida não basta. Moriel Costa deixou isso bem claro durante essa inesquecível a aula.

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