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Cubismo

Conforme contou-nos a historiadora Simone Martins, a angustiante emoção do luto experimentado por essa mulher atormentada reflete-se com grande intensidade nas cores berrantes e nas pinceladas rígidas.

A figura retrata Dora Maar, amante de Picasso. No curso de seu relacionamento, de 1936 a 1944, o artista pintou vários retratos dela, algumas vezes mostrando-a bondosa; outras, ameaçadora. Além disso, a figura, que dá título à obra, lembra as da monumental obra de Picasso, Guernica, que foi executada no mesmo ano e retrata o massacre de mulheres e crianças na Guerra Civil Espanhola, na cidade basca, pela força aérea alemã, que apoiava as forças nacionalistas do general Franco.

A obra é um dos exemplos mais expressivos da série de Picasso, intitulada “Mulheres Chorando”. A maneira pela qual o rosto da mulher foi distorcido e fragmentado é um desenvolvimento das ideias cubistas. Picasso, juntamente com Georges Braque, criou o Cubismo e executou um imenso conjunto de obras durante sua vida longa e bastante pública.

Os cubistas afirmavam que para “ver” suas obras era necessário ter conhecimento, ser observador e ser culto.

O objetivo do Cubismo Analítico era o de produzir uma linguagem conceptual de um objeto, em vez da sua imagem perceptiva ou visual. Em seu ponto mais alto, atingiu níveis de expressão que ameaçaram ultrapassar a compreensão.

Nascido na Espanha, Picasso mudou-se para Paris em 1901, viveu o resto de sua vida na França e é considerado o maior artista do século 20.

Os alunos do 9º Ano conheceram as três fases cubistas nas aulas de Artes – 1ª Cezzaniana, 2ª Analítica e a 3ª Sintética.  Com o desafio de envolver os alunos não só com o conteúdo teórico, mas com as práticas artísticas, o professor Juventino dividiu a turma em duplas e propôs a criação da releitura da obra. Confira abaixo algumas fotos do resultado:

 

Fique agora com uma poesia escrita pelo professor Juva, inspirado pelo resultado do trabalho:

 

“Mulher chorando”

Lágrima seca, engasgada
Água em gotas, rios de sentimentos
Já não mensuramos a dor, apenas lágrimas
Como não lacrimejar junto, se amamos quem amamos?
Se juntos com quem amamos lacrimejamos também?
Perguntas, nesse assunto, são como lágrimas – sem respostas
Respostas que sabemos, mas evitamos enxugando
Mulher chorando, homem sem dor
Já temos a dor, precisamos da cura
Precisamos de mais amor

Autor: Juva.

Mais que formação, é transformação!

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