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Julgamento de Capitu

Julgamento de Capitu

Os alunos do 2º ano do Ensino Médio, conduzidos pelo professor Anderson, iniciaram sua lista de leitura com a mais polêmica das perguntas de nossa rica literatura brasileira: Capitu traiu ou não Betinho? In dubio pro reo é uma expressão muito conhecida no campo jurídico, porém, durante o julgamento da personagem mais enigmática de nossas letras, não foi suficiente para atenuar a discussão.

Durante o mês de março, a turma do segundo ano ficou dividida em “acusação” e “defesa” e teve que buscar todo o tipo de informação, criar estratégia para a argumentação e elaborar um discurso persuasivo para convencer o júri. Trouxeram desde resultados de pesquisas sobre ciúmes, psicopatias, loucura, adultério, taxa de natalidade até afirmações de médicos e psicólogos acerca do comportamento humano. Sobrou até pra Nero e Otelo.

Com a parceria da professora Marina, Língua Portuguesa do Ensino Fundamental II, os alunos do 8º ano fizeram o papel de jornalistas e foram buscar informações sobre esses personagens machadianos que, desde o final do século XIX, são motivos de inúmeras discussões e teses. Se Capitu traiu ou não, quem teve que decidir foram alunos do 1º ano do Ensino Médio que fizeram parte de um júri sorteado minutos antes de iniciar o julgamento.

Mais importante do que o veredicto foi todo o conhecimento construído com os alunos: autor, obra, contato lúdico com um julgamento, criação e divulgação de um jornal e como a mídia pode influenciar na decisão das pessoas. Nas palavras da professora Marina, “quem ganha é a Literatura”.  

Mais que formação, é transformação!

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